A tradição cumpriu-se, o Hackacity voltou a encerrar a Semana Start & Scale

Inovação na transformação da cidade – é o tema da exposição que ocupa de momento o Porto Innovation Hub. Contribuir para a transformação e crescimento da economia partindo da afirmação da cidade como um laboratório vivo, envolvendo os vários intervenientes do ecossistema empreendedor local, pode à primeira vista parecer um conceito demasiado complexo para pôr em prática. No entanto, a cidade continua a contrariar essa tendência e a provar que os conceitos só fazem sentido quando saltam do papel para a prática. Os dias 2 e 3 de junho são mais um exemplo disso mesmo.

Por volta das 18h30 do dia 2 de junho cerca de duas dezenas de jovens – desde empreendedores a estudantes, ocuparam o Porto Innovation Hub para participarem na 3ª edição do Hackacity. Partindo de Big Data disponibilizada por várias cidades (Porto, Santander, Utrecht, Zagreb, Paderborn, Garanhuns, Cuiabá e Olinda/Recife), os participantes estiveram, durante 24 horas, dedicados à análise e aplicação destes dados com o objetivo de, através da tecnologia, melhorar a vida dos habitantes ou visitantes destas cidades.

Apresentados os participantes e formadas as equipas, o desafio começou. Com a exposição de fundo, os participantes deram início à maratona de trabalho, com o intuito de, também eles, contribuírem para transformar a cidade onde vivem, trabalham ou estudam. Para adocicar o desafio, pipocas quentes invadiram o PIH à 1 hora da manhã. Motivados e de barriga cheia (as bifanas e o caldo verde ajudou), os participantes continuaram o trabalho noite fora, com partilha de opiniões e dicas entre equipas.

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De hackers a ninjas, às 5 horas da manhã, todos foram convocados para despertar corpo e mente com uma atividade de grupo. Entraram no espírito do jogo e em 10 minutos, já mais despertos, voltaram ao trabalho. Cada equipa procurava o melhor método para vencer o cansaço e o sono que com o avançar da noite dificultava a tarefa contra-relógio. Se algumas equipas tentavam manter-se acordadas, outras preferiam revezar-se e dormir algumas horas. Foi ao som de música mexicana e para surpresa de todos, que às 8 horas da manhã todos despertavam. O espaço tinha sido “invadido” por alegres Mariachis que se certificaram que nenhum participante dormia mais do que devia.

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Com cansaço acumulado, mas boa disposição as equipas voltaram ao trabalho depois do pequeno-almoço para um sprint rumo ao pódio. Às 6 horas da tarde, a maratona terminava com cada uma das equipas a apresentar as soluções desenvolvidas ao júri composto por Paulo Calçada da Porto Digital, Vasco Lagarto do Tice.pt e Ricardo Vitorino da Ubiwhere.

Foi já em clima de festa de encerramento da Semana Start & Scale e depois de muita deliberação, que os vencedores foram anunciados. Antes de se conhecerem os vencedores, Filipe Araújo, vereador do Pelouro da Inovação e Ambiente da Câmara Municipal do Porto, parabenizou todos os participantes e destacou a importância dos dados na tomada de decisão e consequentemente deste tipo de eventos para o crescimento da cidade.

Foi a Paulo Calçada que foi incumbida da difícil tarefa de anunciar os vencedores da terceira edição do Hackacity. “Ecopath” foi a grande vencedora. A equipa constituída por Diogo, estudante de medicina, Sofia, designer gráfica e service designer, Ricardo analista de dados e Ricardo Queirós programador e cyber security, desenvolveu uma aplicação que permite aos utilizadores escolher o trajeto mais ecológico para se deslocarem, conjugando ainda outros fatores como tempo e custos associados à viagem. Esta conjugação de background dos participantes da equipa é um bom exemplo de que nem só de programadores vive um hackathon.

A equipa “Aracélio” que desenvolveu uma aplicação que permite ao utilizador criar roteiros turísticos, permitindo desta forma dar a conhecer espaços habitualmente pouco explorados pelos turísticos, mas com uma forte identidade portuense, foi a 2ª solução vencedora.

Por fim, mas não menos importante: Airwave conquista o terceiro lugar do pódio. A aplicação não só permite aos utilizadores conhecer a qualidade do ar, mas também emite notificações quando a qualidade deste é diminuta, alertando assim os utilizadores que sofrem de problemas respiratórios, por exemplo, para a prática desportiva ao ar livre.

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A Semana Start & Scale terminou assim como começou, em festa e com muita vontade de fazer do Porto uma referência internacional de empreendedorismo e inovação.

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