Porto Summer of Code // 3ª Edição

A maior maratona de programação do Porto recebeu este ano mais de 120 inscrições, demonstrando um aumento superior a 100% em relação ao ano anterior. A organização trabalhou com uma dinâmica exigente e uma criatividade amiga do ambiente para transformar o 3º piso do Palácio dos Correios num espaço criativo, bastante acolhedor e com as condições necessárias para receber os participantes. O resultado foi memorável.

Registaram-se participantes desde o norte ao sul do país. Na sua maioria eram estudantes como também profissionais de várias áreas ligadas à Engenharia, Informática, Eletrónica, Computação, Gestão, Marketing e Medicina. Formaram grupos de trabalho onde desenvolveram um projeto durante três dias e foram acompanhados por mentores, profissionais de excelência, que os orientaram durante a competição. O Porto Summer of Code (PSC) proporcionou a todos os participantes o contacto direto com algumas das melhores empresas tecnológicas do panorama nacional e internacional como Cisco, Doist, GitHub, Wit Software entre muitos outros.

Durante as várias horas de trabalho, dedicação e aprendizagem houve ainda lugar para assistir a workshops, com algumas pausas pelo meio para almoços, jantares e videojogos.

A tarde de domingo foi marcada pela apresentação dos vários projetos a concurso. Dos 42, apenas 19 passaram a esta fase. O júri, composto por Claúdio Gamboa (membro da organização Pixels Camp), João Faria (Diretor do Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação da FEUP), Paulo Calçada (CEO da Porto Digital), Paulo Correia (Technical Solutions Architect da Cisco), Pedro Abreu (professor no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra) e Rui Neves (Presidente da AlumniEI-FEUP), manteve-se atento aos projetos que iam surgindo, levantando várias questões no final de cada apresentação. Os quatro projetos que se destacaram foram: Advertly, Good Game, Guitar Chords e B-3.

Advertly

Apesar de muitas vezes incómoda para a experiência de utilização, o recurso a publicidade é, em muitos dos casos, a única forma de financiamento para imensos projetos. Como tal, é cada vez mais frequente a utilização de sistemas de adblocking que levam a uma diminuição drástica da viabilidade dos mesmos. Foi com este propósito que um grupo de estudantes da FEUP, constituído por José Melo, Ricardo Loureiro e Rui Gomes, criou o Advertly. Este sistema, apesar de não anular o bloqueio dos ads, proporciona aos seus utilizadores um sistema simples de donativo, de forma a que os utilizadores tenham a opção de contribuir para a manutenção do serviço.

Geegee

A equipa “Team Chokuzan” optou por focar-se no mercado dos videojogos com uma simples premissa: “toda a gente gosta de um bom jogo. Mas o que é preciso para ser um bom jogador?” Foi com esta ideia que Pedro Belém, Rui Fonseca e Tiago Botelho, estudantes da Universidade do Porto e antigos alunos da Universidade de Coimbra, decidiram criar uma plataforma dedicada aos jogos eletrónicos na qual jogadores com mais aptidão para o mesmo disponibilizam o seu tempo ensinando outros jogadores. Tal como acontece com qualquer tutoria, os jogadores têm a hipótese de esclarecer questões e praticar sempre auxiliados pelo seu tutor.

Guitar Chords

Arsénio Costa, Fernando Nogueira, Pedro Gomes e Waldir Pimenta, antigos alunos da Universidade do Minho, criaram o Guitar Chords que permite, através da interação com um diagrama, simular a colocação dos dedos numa guitarra e, consoante a posição das notas, reproduzir o som das mesmas. Através da utilização destes múltiplos diagramas, de forma consecutiva, é possível exportar músicas integralmente. 

B-3

A equipa B-3, formada por Francisco Couto, Mário Ferreira e Pedro Sousa, estudantes da FEUP, apresentaram um mecanismo de bug tracking visual. Muitas vezes, os developers esforçam-se para perceber os problemas ou erros que os utilizadores enfrentam. Através de um simples screenshot, seguido de uma seleção clara de onde o bug foi detetado, é automaticamente enviada a informação para o repositório do produto, submetendo um issue, para que o problema possa ser resolvido com prontidão. De forma a facilitar o processo de depuração, a aplicação é também responsável pelo envio de dados relativo ao ambiente utilizado pelo cliente como, por exemplo, a versão do seu browser e sistema operativo.

No encerramento da sessão, Filipe Araújo, vereador da Inovação e Ambiente da CMP, enalteceu o “excelente trabalho” desenvolvido pela organização do evento, mencionando como “este espaço reflete a vossa pessoa, vocês dão o máximo naquilo que fazem.” Salientou também que “a dinâmica que o Porto e a região do Porto tem é o ecossistema que criarem”, reforçando o papel dos cidadãos no desenvolvimento do grande Porto.

“Nós somos uma cidade tecnológica, criamos o ScaleUp Porto para mostrarmos que esta é uma cidade em crescimento. A cidade deve estar à vossa disposição pois precisa de ser conectada com o desenvolvimento de uma cidade tecnológica e nós estamos conscientes do papel a desempenhar. Parabéns a todos os que participaram, são vocês que fazem a cidade.”  

A competição nasceu em 2014 e é organizada por antigos estudantes da Universidade do Porto, em colaboração com a AlumniEI-FEUP e em parceria com a FEUP e a Câmara Municipal do Porto.

Reveja aqui o artigo da ScaleUp sobre o evento

Fotografias por Ju Vaz e Pedro Figueiredo

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